quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Carta a Bernardo Stockmayer

Meu querido,

Tenho certeza que nunca se esquecestes da primeira vez que nos olhamos. Sei que tu te lembras de como eu te sorri pela primeira vez, de como meu perfume procurava o teu olfato e de como minha voz soava em resposta a tua. O que quero te falar por meio dessa carta, é sobre o que você desconhece. Quero contar-te de como fiquei amiga do destino e da casualidade.
Você, como sabes, não era o modelo exato de rapaz nos nossos tempos de escola. Alto, esguio e branco como a neve que hoje cai no extremo sul do nosso país. Nada parecido com os rapazes cobiçadissímos das altas rodas, todos eles morenos pelo sol, robustos e nada inteligentes. Seus óculos também eram motivo de zombaria entre aqueles que por falta de ocupação, não sabiam apreciar a beleza das diferenças.
Mas nada disso me afetava. Nada disso fazia diferença pra mim. Enquanto todas as que me rodeavam suspiravam quando um desses ogros passavam, eu sufocava meu suspiro quando tinha você na minha aula de literatura todas as manhãs. Quantos dos meus poemas de amor eram feitos por você exalar o mesmo cheiro, e esse me inebriar sempre, como se fosse a primeira vez.
Acredito que fui burra por nunca me aproximar. Por me contentar com seus sorrisos visto de longe, por amar-te a distância, no silêncio. Perdemos um precioso tempo com essa minha timidez. E para completar minha dor, tu arranjaste uma namorada. Não tenho como descrever como foi ver-te com ela. A dor transpassou em mim como milhares de espadas cortando o meu órgão mais pulsante no momento. Eu quis ir até lá, revelar-te tudo, gritar aos quadro cantos do pátio e do mundo o quanto eu te merecia mais que ela, mas calei.
Calei para ti o meu amor. E tentei calar em mim mesma. Fingia não ligar que todos os seus sorrisos, agora muito mais iluminados, fossem para ela. E seus abraços que eu desejei por anos a fio, agora eram todos dela. Não contente em me fazer sofrer assim, ela por diversas vezes, acariciava seu cabelo, dava-te beijos possessivos... Fez-te dormir, consolou-te, alegrou-te e te levou embora de mim. Seu último ano do segundo grau terminou nos braços dela.
As férias foram péssimas. Todos os amigos faziam questão de me chamar pra sair, me levar pra curtições muito comuns para pessoas da minha idade naquela época, mas nada tinha graça. Minha única ocupação prazerosa era folhear meu caderno com as poesias direcionadas a você, e ver uma foto que eu tinha roubado do meio de teus cadernos. Nela, você sorria com mais um grupo de quatro amigos, abraçados. Todos da escola. Nem todos franzinos mas todos chacoteados, como você. E assim foram passando minhas férias, arrastadas com saudade de ti.
O meu terceiro ano começou chato, sem espectativas, e foi assim até o meio do ano. Com as aulas a tarde e as turmas divididas, algumas pessoas dos cursinhos também presentes no meu colégio misturavam-se para assistir as mesmas aulas. De pessoa tímida na segunda série, passei a popular na terceira. E foi assim, rindo e falando alto que entrei na sala. E lá estava você, sentado com seus oculos, o cabelo bem mais curto, a mesma calça jeans e com o mesmo caderno que usava nas aulas de literatura.
Seu olhar passou por mim e por meu grupo de amigos, avaliando-nos. Depois voltou até mim, e sorriu. Tinha me reconhecido. Meu coração pulou e eu sorri também. Sentei longe de você, para assim, tentar prestar um pouco de atenção, mas meu objetivo não foi alcançado. Muitas vezes olhava, tentando ver quem estava ao seu lado, tinha esquecido de reparar quem estava a sua volta.
Ao final da aula, todos iam embora rapidamente, e eu tentava arrumar meu material no mesmo ritmo que tu arrumavas o teu. A sala já estava praticamente vazia, a não ser por eu, você e mais duas pessoas que te esperavam e para minha surpresa e alegria, ela não estava lá. Pelo contrário, duas outras meninas te esperavam e você sorria muito mais para elas do que para sua namorada do semestre passado. O ciúme me abateu completamente. Saí como um furacão pela porta mas ainda escutei você dizer:
_Ela era mais serena quando a conheci...
A frase me levou ao céu e ao inferno no mesmo momento. Ao céu por saber que tu reparavas em mim desde as aulas de literatura. Ao inferno, porque a forma como você disse foi uma crítica, encarada como engraçada por elas, hoje minhas amigas. Elas gargalharam e você pelo que pude escutar ficou calado.
Agradeci a Deus por ter te colocado de novo na minha vida. E prometi a Ele que essa oportunidade eu não deixaria passar. Passei a frequentar sua sala, nas aulas que assistiamos juntos, eu fazia questão de sentar perto de ti, puxar assunto, ser mais serena. Te impus minha presença.
O destino nos colocou para fazer as provas nos mesmos lugares, a casualidade fez você me chamar para tomar alguma coisa depois da prova. O destino fez você lembrar dela e me contar o porque de terem terminado, a casualidade me fez colocar a mão sobre a sua. Meu amor, estamos juntos a cinquenta anos, pelo destino e por pequenas casualidades. Construimos nossa família e temos quatro filhos lindos. Marco, Luiza, Giuliana e Ricardo são filhos de um amor plantado pelo destino, regados pela casualidade e renovados a cada dia por duas pessoas que se completam.
Bernardo, o amor da minha vida, desde a minha mocidade, eu procuro teu cheiro por cada lugar que eu passo. Desde a minha mocidade eu olho para ti e vejo minha felicidade estampada em seu olhar combinando com seu sorriso. Vai ser difícil seguir sem você segurando minha mão, mas eu vou conseguir, para preparar nosso canto até você chegar.
Meu Bem... o que tenho de mais valioso está com você desde que você me sorriu naquela sala de aula. Por isso te deixo minha essência, meus perfumes e o som da minha voz. Porque meu corpo, alma e coração, você já tem desde o primeiro momento.
Te amo com todo meu eu!
Sempre sua,
Marina

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Feliz 2008!....?

Sabe aqueles dias em que você acorda morrendo de vontade d piscar os olhos e já estar d noite d nv pra vc dormir e ir a um outro dia... estou num assim
Tirando as dores que sinto em meu joelho e o medo do maldito ter q ser operado d nv, estou pra lá de irritada.
Só o que me deixa bem, é, música [no momento The Strokes], HP 7 e alguns telefonemas....
Estou na duvida se minha mae irá deixar eu ia numa festa domingo...creio sinceramente q não...
Quero ficar sozinha hoje, mas parece que está impossível!
Alias, é impossível, visto q eu preciso de ajuda pra tudo.. de tomar banho até carregar meu telefone d um lado pro outro da casa... Mas consigo me deitar sozinha, ir ao banheiro, escovar os dentes e colocar meu próprio short...
UM SACO!
Minha unha está crescendo falando nisso... E eu estou me segurando bem para não come-la...=]

Bem...essa eh soh a primeira semana de um mês inteiro q terei q conviver com essa rotina...
Alegria [visitas, telefonemas, msn...] e chatisses como essa irritação e o fato de terem roubado [eu mesma roubei de mim, ou tlvz ela foi embora junto com meu ligamento] o pouquíssimo que eu tinha de liberdade!!!!!

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!

Bjom em todos